terça-feira, 7 de abril de 2009

EGO DE 24.02.2009

Traço no ar a palavra
que de entediada se faz cara
e que embrulhada nos tumultos
do pensamento se esquiva.
E difícil se torna o concreto
do desenho a que se destina
perdendo-se a consequência
da pouca tinta
de que disponho para o efeito.
Com a força da sua sensação
de ser palavra sem glória
e vâ, peleio
sem me construir na tentação
de, com paranóia, me sentir feio
por, se a conseguir domar
a poder desenhar.
E assim se cumpre o meu ego
que de deslumbrado se faz eco
de dizeres de outros, e não só
que estando já se sentindo pó
me deixam menos só.

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