As palavras me fascinam
mais do que olhares, captáveis
mais do que paladares, intragáveis.
Do desejo de que elas me pertençam
brota incessantemente a vontade
de que elas de mim nasçam
o que faz ser constante
o labor da minha estouvada mente.
Esquizofrenia mal formada
perdida na tentativa de abraçar
dia a dia
um qualquer sentido que por aí
já deve ter existido
faz com que, momento a momento
se me vislumbra
o meu ente, na penumbra
que pede para, mesmo virando pó
pelo menos no meio delas possa ficar
para me sentir menos só.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
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