sexta-feira, 24 de abril de 2009

EM CONTÍNUO

Risco, tento, o fio descritivo
do reflexo do traçado destino
querendo-o largo, sem fim
caminhando no intemporal infinito.
E o que vejo (?), a folha tamanha
de limitado espaço
brincando com a vontade
que não é dela
com manha e a espaço
ludibriando a força do traço
do desejo incontido.
Que me faz viajar
em rodopio constante
para não cair no vazio
da folha que, em contínuo
me coloca à frente
uma qualquer amante
a fim de não me permitir
nada entender.

1 comentário:

  1. Olá Carlos. Vou ler a poesia que trouxeres para o teu blogue com muito prazer. Abraço.

    ResponderEliminar